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 O professor Stuart Sim, da Universidade de Sunderland, na Inglaterra, lançou um manifesto pelo silêncio e contra a poluição sonora. O autor enfatiza que a bagunça de sons que nos envolve ameaça a saúde, provoca agressividade, hipertensão, estresse e problemas cardíacos.

Frei Beto escreveu um artigo apoiando esta iniciativa, lembrando que os grandes bens infinitos da humanidade - arte, literatura, música, filosofia e tradições religiosas - exigiram, como matéria-prima, o silêncio. “Sem ele perdemos a nossa capacidade de raciocinar, ouvir a voz interior, aprofundar a vida espiritual e amar além do jogo erótico meramente epidérmico”, diz o religioso.

De fato, estamos cercados por um excesso de ruídos. Segundo especialistas, 45 decibéis são suficientes para impedir o sono. Uma avenida movimentada gera 70 decibéis; 85 já produzem uma lesão auditiva e elevado a 120, o som provoca dor aguda nos ouvidos.

Será que podemos tornar nossas cidades mais silenciosas? Que tal cuidarmos bem dos escapamentos de nossos veículos para começar? Desligar rádio e TV por algumas horas e descansar no silêncio de nossas casas? Além de colocar música a uma altura adequada durante festas e evitar a prática de soltar rojões e foguetes para mostrar aos outros que estamos contentes? Esses são pequenos gestos que podem significar muito na qualidade de vida de todos.

Confira aqui um estudo da Unesp sobre o barulho e seus efeitos.

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Tags: barulho, decibéis, qualidade de vida, silêncio, som

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