
Foto de Wilma
Agir para preservar as florestas que temos já é desejo de muitos. Contudo, saber exatamente o que fazer não é simples. Quem está nos grandes centros urbanos pode fazer muito não consumindo produtos oriundos de desmatamentos ilegais. Sem mercado consumidor, a exploração de áreas de produção desaparece. Simples. Mas como saber a origem do que consumimos?
No caso da madeira, contamos com as certificadas, que comprovam sua correta extração. Mas e no caso da carne? Segundo João Meirelles, do Instituto Peabiru, que atua há doze anos em defesa da biossociodiversidade da Amazônia, de três bifes consumidos no Sudeste, um vem da região amazônica. "O maior mercado consumidor da carne dos desmatamentos são: Rio de Janeiro e São Paulo", afirma.
Para escapar deste quadro, o consumidor pode, por enquanto, comprar sua carne em açougues abastecidos por frigoríficos de seus próprios estados. Pedir para ver a nota fiscal de quem fornece a carne é, contudo, uma situação delicada. Requer tato e bom entrosamento com os responsáveis pela venda.
Quanto mais consumidores manifestarem este desejo de comprovar a origem do que compram, mais fácil isso se tornará. Para não reduzir a clientela, os estabelecimentos buscarão ter uma carne de correta procedência e, ao fazê-lo, expor isto em local visível de suas lojas. Então, solicitar esta informação vale o esforço.
Para ajudar os consumidores, o Movimento Nossa São Paulo firmou um pacto com três das principais redes de supermercados do Sudeste para que recusem a compra de desmatadores ou de quem impõe condições abusivas de trabalho. Uma iniciativa que, embora criticada por ONGs, já abre espaço para mais avanços.
Enquanto nossa fiscalização não dá conta de impedir o desmatamento e a criação de bois em locais de preservação ambiental, fica mesmo com os consumidores o poder de buscar não contribuir para este abuso
Comentar
Comentário de Helcio em 25 julho 2010 às 9:58 Bem-vindo a
Comunidade Banco do Planeta
© 2012 Criado por Moderador da Comunidade.
Você precisa ser um membro de Comunidade Banco do Planeta para adicionar comentários!
Entrar em Comunidade Banco do Planeta