Se é preciso preservar áreas silvestres, é então necessário aproveitarmos melhor áreas já desmatadas. Assim, um movimento mundial surgiu para avaliar como produzir alimentos para a humanidade de forma mais inteligente e eficaz.
Hoje sabemos que já produzimos alimentos suficientes para alimentar cada pessoa no mundo. Contudo, há excessos e escassezes, causando obesidade para alguns e desnutrição para outros.
Atentos a isso, um grupo de holandeses, organizados através do TransForum – fundação apoiada pelo governo daquele país - começaram a desenvolver formas de aproximar produtores e consumidores, partindo da questão: Como a agricultura pode contribuir para o desenvolvimento sustentável das cidades? Os resultados estão sendo surpreendentes. A ponto da Reos Partners, que reúne especialistas em inovação em sistema sociais complexos, ter se juntado à iniciativa para expandi-la por todos os continentes.
Mille Bojer, da Reos, frisou que a proposta de Agricultura Metropolitana não se restringe em plantar nas cidades, mas de fato, consiste em estabelecer uma estrutura para entender as diversas formas em que a agricultura pode trazer valor para áreas metropolitanas.
As atividades hoje já acontecem em 6 cidades: Amsterdam, Johannesburg, Londres, Detroit, Chennai (antiga Madras) e São Paulo. De 28 de setembro a 01 de outubro, ocorrerá uma Conferência Internacional na Holanda. Durante o evento, os participantes poderão conhecer a rede envolvida, trocar informações e visitar exemplos bem sucedidos de aliança campo-cidade, naquele país.
A meta é fortalecer uma rede social de agricultura metropolitana e estabelecer após a Conferência, um Instituto Internacional de Agricultura Metropolitana, com núcleos em cada cidade participante e uma Biblioteca Online de referência.
Quer se juntar ao grupo? Acesse: http://www.metropolitanagriculture.com/ (em inglês)
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Tags: agricultura, alimentação, cidades, segurança alimentar, urbanismo
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