Foto de Silvia TornieriMato é um lugar assustador, onde bichos, insetos e plantas selvagens podem colocar nossa vida em risco... Terreno bom é terreno limpinho... Certo? Errado. Se estas ideias, por muito tempo, foram parte de nossa cultura, hoje, já se sabe que florestas têm um papel crucial para a sobrevivência humana na Terra. Elas mantêm um clima regular, geram as chuvas que irrigam nossa agricultura e abrigam uma rica biodiversidade, fonte de remédios, óleos essenciais, resinas, alimentos e tantos outros elementos úteis à humanidade.
Por isto, hoje existem tantos esforços para preservá-las e também recuperar o que foi perdido. Como a Mata Atlântica, por exemplo. Este tipo de floresta já cobriu 15% de todo o território nacional, desde o Rio Grande do Sul até o Piauí. Foi a primeira a receber o impacto dos colonizadores europeus, que desembarcaram no Brasil em busca de recursos para extrair ou terras para ocupar. Quase desapareceu por completo e mereceu a atenção de uma das primeiras ONGs ambientalistas brasileiras de grande repercussão: a SOS Mata Atlântica.
Criada em 1986, esta Fundação reuniu cientistas, jornalistas, empresários e ambientalistas em ações para difundir o valor desta mata. Como fazer as pessoas entenderem? Como desmanchar séculos de hábito de exploração e despertar um sentimento de cuidado e preservação? A resposta a estas questões pediu muito empenho e investimentos. A SOS ganhou fôlego com uma parceria de peso com o Bradesco que, desde 1989, passou a apoiá-la.
Seus projetos lançaram mão de muita criatividade e linguagens capazes de alcançar os mais diferentes públicos. Desde crianças e jovens, envolvidos por teatro, oficinas e brincadeiras que desconstroem o medo do mato e dos bichos e substituem estes sentimentos por apreço e gratidão, até empresários, mergulhados em uma visão gerencial, que descobrem a importância das áreas naturais intocadas, através do conceito de serviços ambientais que elas nos prestam.
A Natureza trabalha para nós? Uma visão aprofundada dos ciclos que garantem as condições para a vida humana na Terra mostra que sim. As florestas, silenciosamente, dia e noite, sem parar, exercem uma série de funções que nos beneficiam. Entre elas:
- Proteção contra os raios ultra-violetas.
- Controle de gases de efeito estufa.
- Proteção contra tempestades.
- Controle de enchentes, por absorção de chuvas.
- Prevenção da perda de solo.
- Formação de solos férteis, com fixação de nutrientes.
- Decomposição e reabsorção de resíduos orgânicos.
- Renovação espontânea de espécies, tanto animais como vegetais que servem aos humanos como alimentos, medicamentos, ornamentos etc.
- Geração de chuvas, através da transpiração das árvores.
A lista é longa. Se perdemos áreas silvestres, perdemos todos estes ‘serviços’ e não é simples repô-los depois. Uma mata, com toda sua complexidade, demora séculos para se formar e pode nem se recuperar por completo. Aos poucos, a sociedade brasileira está entendendo isto.
Então, vamos aproveitar este 27 de maio, “Dia Nacional da Floresta Atlântica”, para nos engajarmos em ações que podem preservá-la e recuperá-la. Não faz ideia como? Descubra aqui.
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Tags: conservação, florestas, mata atlântica, preservação
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