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Equilíbrio do planeta depende da preservação das florestas

Além de transformarem gás carbônico em oxigênio por meio da fotossíntese, as florestas são importantes reguladores do clima, pois ajudam a controlar as temperaturas e o regime de chuvas. O equilíbrio do planeta é ameaçado à medida que a vegetação sofre alterações em função das mudanças climáticas, pois as plantas interferem em todo o ecossistema que as envolve.

Cada região do planeta possui condições propícias para o desenvolvimento de espécies diferentes. Fatores como altitude, latitude, pressão atmosférica, iluminação e forma de atuação das massas de ar determinam o tipo de vegetação a ser encontrada em cada local da Terra.

As florestas equatoriais, entre elas a Amazônica, são encontradas em regiões de baixa latitude, como o norte do Brasil, a parte centro-ocidental da África e o sudeste asiático. Essas florestas crescem em locais quentes e úmidos e são responsáveis por abrigar a maior parte da biodiversidade do planeta. As árvores são de grande porte com folhas largas com um tom de verde bem definido. Os solos em geral são pobres, mas a quantidade de húmus proveniente das folhas, galhos e troncos faz com que esse tipo de floresta seja conhecido como autofágica – alimenta-se de si mesma.

Um número menor de espécies é encontrado nas florestas tropicais, localizadas na faixa litorânea entre os trópicos. Apesar disso, elas reservam tipos de vidas que não existem em outros locais. De acordo a Organização de Alimentação e Agricultura da ONU, as florestas densas (tropicais e equatoriais) cobrem aproximadamente 3 bilhões de hectares da Terra.

Outros 1,3 bilhão de hectares da superfície terrestre são ocupados por florestas abertas – as savanas ou cerrados. Esse tipo de vegetação é cumum no centro-oeste do Brasil, centro da África, litoral da Índia e norte da Austrália. As são plantas rasteiras e as árvores pequenas, as folhas caem no período de seca para impedir o ressecamento do solo. Os troncos geralmente são espessos para o armazenamento de água. As savanas e cerrados costumam crescer em áreas de transição entre outros biomas e abrigam grande diversidade vegetal.

Seco

A pouca umidade impede o crescimento de árvores nas regiões de clima temperado continental, onde surgem os campos ou pradarias. O centro-oeste da Rússia, o sul do Canadá e o norte dos Estados Unidos, da China, da Argentina e do Uruguai são os locais em que se costuma ver um tapete hebáceo conhecido como gramíneas. As denominações variam entre pampas, pradarias e estepes, mas a espécie é a mesma.

Entre os pólos e os trópicos ficam as florestas temperadas, vistas no Canadá, leste asiático, Estados Unidos e Europa - onde as estações do ano são bem definidas. Assim, durante primavera as plantas apresentam muitas flores; o verão caracteriza-se pelas folhas verdes, que se tornam avermelhadas no outono e caem no inverno. A maior parte dessas florestas foi destruída na Europa e nos Estados Unidos para dar espaço à agricultura.

Ao norte

Acima das florestas temperadas, nas regiões subpolares da Terra (como norte do Canadá, da Rússia e da Europa) encontram-se a floresta de coníferas, também conhecida como taiga ou floresta boreal. Nesses locais, as árvores coníferas e os pinheiros formam uma densa cobertura, impedindo o solo de receber luz intensa. As temperaturas são baixas (entre -54oC e 20oC), mantendo a água e o solo congelados por boa parte do ano - o que faz com que as plantas levem muito tempo para crescer.

A vegetação rasteira é pouco representada, mas aparecem musgos, liquens e alguns arbustos, que caracterizam também a vegetação típica das regiões polares: a tundra.

Proveniente do material orgânico que aparece no curto período de degelo durante a estação "quente" das regiões de clima polar, a tundra é formada apenas por espécies de reprodução rápida e que suportam temperaturas extremamente baixas. Essa vegetação é um enorme bioma que ocupa aproximadamente um quinto da superfície terrestre, presente no norte do Alasca e do Canadá, na Groenlândia, Noruega, Suécia, Finlândia e Sibéria.

Raridade

Até nas áreas onde não existe nenhuma vegetação fixa, como os desertos, surgem ervas rasteiras em certos locais após as chuvas. Em áreas onde há lençol subterrâneo de água, ainda existe a possibilidade de surgirem oásis com palmeiras.

O equilíbrio de cada uma desses ecossistemas terrestres será mantido à medida que as suas condições de sobrevivência forem preservadas. A intervenção humana na vegetação traz conseqüências que afetam diretamente a vida no planeta, pois altera habitat e regime de alimentação animal, desvia curso de rios, modifica regime de chuvas e reduz a biodiversidade.

Por Sabrina Domingos, CarbonoBrasil

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Tags: Amazônia, CO2, clima, florestas, mudanças climáticas, regime de chuvas

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Comentário de marluce em 13 maio 2009 às 10:55
A preservação das florestas é muito importante.
Se cada um fazer a sua parte estaremos contribuindo com o equilibrio ambiental.
E a nova geração será recompençada.
Gostei muito dessa pesquisa..

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