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Que tipo de acordo o mundo precisa?

Enquanto se discute, será que o planeta aguenta? A grande questão no ar é mesmo que tipo de acordo o mundo precisa?
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Tags: Qualidade, Educação-Verdadeira, Economia-Sustentável, Decrescimento, COP-15

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Tags: acordo climático, copenhague, cop15

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Tags: acordo climático, clima, copenhague, cop15, eua

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Tags: onu, clima, conferência, cop15

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Comentário de Levy Ganem em 20 janeiro 2010 às 14:52
MobilevilleapresentaçãO - Presentation Transcript
 
1. Boas Vindas à Mobileville

• Uma cidade Virtual
• Uma cidade Mobile
• Mobile foi como o artista plástico Alexander Calder denominou uma estrutura equilibrada, normalmente encontrada no quarto de crianças, que assume diversos formatos em função de novas realidades, composta de várias partes articuladas, presas por um único fio.

2. A Dinâmica de Mobileville

• Em Mobilleville cada parte é um conhecimento relevante para o desenvolvimento da humanidade e o fio único de suporte é sua identidade que é o Bem Comum.
• Por fim, desejamos que encontre aqui o que procura.
• Mobileville chegou ao seu conhecimento por um DVM. Seu conteúdo é público e pode ser copiado.
• Venha trabalhar de forma remunerada divulgando Mobileville, responda o e-mail que lhe encaminhou a cidade, tire todas as dúvidas e seja um DVM .

3. Em Mobileville

• Qualquer cidadão do mundo real pode morar e trabalhar em Mobileville.
• Cada espaço tem conteúdos significativos.
• Mobileville é um infinito meio de disseminação que pode chegar a qualquer parte que tenha um computador conectado a internet.

4. Nosso Foco

• Construção de um futuro para a humanidade, alimentado pelo conhecimento e centrado no Bem Comum.
• Este futuro, que já é uma realidade, é a Sociedade do Conhecimento e da Informação, com suas várias vertentes revolucionárias: Globalização,Nova Ciência, Tecnologia Branda, Redes de Interação e Sabedoria.
• Movileville veio para inserir você nesse turbulento mundo virtual.
• Com a Globalização e a Internet, as distâncias se encurtam, as fronteiras desmoronam e o mundo ganha em interação.

5. O Paradoxo

• Se por um lado, a Internet está permitindo que o ser humano possa buscar informações em qualquer parte do mundo, por outro lado, a dificuldade de encontrar a informação de que se precisa cresce a cada dia, pois cada tema se apresenta com milhares de opções, a grande maioria de pouco valor.

6. Procuramos como Parceiros

Seres Humanos que façam a diferença e que queiram:

Ø Encontrar maneiras de fazer melhor e com simplicidade.
Ø Superar-se diante das dificuldades.
Ø Assumir o compromisso com a qualidade pessoal.
Ø Praticar a solidariedade construindo Ambientes Naturais Aperfeiçoar sua capacidade de enfrentar desafios.
Ø Preparar-se para a sociedade da informação e conhecimento.
Ø Fazer História que dignifique a Humanidade.
Ø Aperfeiçoar a capacidade de negociar.
Ø Fazer acontecer Liberdade e Felicidade.
Ø Realizar seus sonhos.
Ø Melhorar de Vida

7. A Riqueza de Mobileville

• São seus habitantes com seus espaços virtuais de Conhecimento.
• São pessoas que investem sistematicamente seu tempo para pesquisar o que existe de melhor em todas as fontes e disponibilizar esse conhecimento.
• Essas pessoas mostrarão o caminho na busca do conhecimento.
• Essas pessoas usam o conhecimento adquirido para alimentar sua determinação, desenvolvimento e o desenvolvimento do Planeta e da Humanidade.

8. A Origem de Mobileville

• Mobileville teve sua origem a partir da Unesco com suas conferências culturais
• Um sistema de espaços virtuais
• Mobileville é uma cidadecult como desdobramento virtual das conferências culturais da UNESCO.

9. As conferências culturais

• A Unesco realizou 7 Conferências Culturais entre 1970 e 1982:

v O objetivo dessas conferências era :

Ø Mobilizar uma força de reflexão e de ações passíveis de gerar em todos os níveis da sociedade, esforços criadores de indivíduos e grupos.
Ø Seria um impulso vital capaz de renovar, desde às raízes, as formas de intercâmbio e de relações dos membros de uma sociedade, tendo reflexos na política, na economia e na produção de bens e serviços

10. A Origem de Mobileville

v Como decorrência dessas conferências podemos citar:

• O Movimento de Preservação Ambiental de 1971 que foi a origem do surgimento das ONG's.
• Mobilização da ONU para a realização das Conferências de Meio Ambiente e Desenvolvimento - ECO 72 em Estocolmo e ECO 92 no Rio de Janeiro.

11. Identidade de Mobileville

v É o Bem Comum definido como:

• O conjunto de condições concretas [ materiais, intelectuais, morais e institucionais ] que permitem a todos os membros de uma comunidade atingir um nível de vida à altura da dignidade da pessoa humana [ Fernando Bastos Ávila ].

v O Bem Comum engloba os seguintes valores:

• Ética,
• Dignidade Humana,
• Amor Universal,
• Solidariedade,
• Cidadania,
• Qualidade Plena.
• Esta identidade cultural é a força que anima a vontade de seus cidadãos na busca de seu desenvolvimento e é a base para a formação de nossa Comunidade de Conhecimento

12. Missão de Mobileville

• Mobilizar cada cidadão do Mundo para sua realização pessoal e para o desenvolvimento de um comportamento voltado para o Bem Comum.
• Disseminar conhecimentos articulados por um rede autônoma, livre e responsável .
• Promover a geração de conteúdos significativos para o desenvolvimento da humanidade.
• Gerar Trabalho Virtual e Renda para pessoas que tenham um computador individual ou em comunidade.
• Promover o Desenvolvimento de seus habitantes através da mobilização do poder pessoal de realização.
• Promover a divulgação dos Produtos de seus habitantes.

13. Objetivos de Mobileville

• Resgatar a dignidade das relações.
• Reconstruir o Ser de cada um de nós a partir de uma renovada visão de vida.
• Mobilizar cada um para seus ideais e sua felicidade.
• Construir espaços de conhecimento virtuais.
• Articular uma rede de relações.
• Construir Mapas Mentais.
• Desenvolver métodos de pesquisa, análise e solução de problemas.
• Promover consultoria pessoal.
• Divulgar ferramentas de construção do poder pessoal

14. Fundação de Mobileville

• A fundação de Mobileville está registrada no livro ao lado que pode ser solicitado por e-mail
Comentário de ELOY FENKER em 20 dezembro 2009 às 10:12
Lula, de certa forma, está errado! a questão não é de quanto dinheiro cada um vai colocar. Nao se trata de jogar pesado..isto pode ser , e é , jogo sujo...!
Trata-se de nao jogar o jogo deles, o jogo dos interesses economicos que os países ricos fasem para proteger suas economias e continuarem com o o modelo atual.
Lula quer jogar o jogo deles, cobrando por isso. Não podemos vender nosso direito ao desenvolvimento e dignidade de vida ! isto nao tem preço!!
veja-se:

a) o jogo dos países ricos é de utilizar a iodeologia do mbientalismo/indigenismo para conter o crescimento econômico dos emergentes do BRIC-A . Isto já está sendo muitissimo bem implementado no Brasil, pelo congelamento de qualquer pretensão de realização de obras de infraestrutura e expansão da fronteira agícola. O macanismo adotado, conduzido pelas Ongs internacionais, que mandam e desmandam no meio ambiente tupiniquim, é uma legislação ambiental mais severa do mundo, aparentemente aprovada pela compra de votos; transformação de mais 73% de nosso território em área de proteção ambiental (28 % de unidades de conservaçao, mais áreas indígenas, reserva legal, app, etc..conforme estudo sério da Embrapa); dificuldades de implantação de obras; uma campanha publicitária jamais vista na história, com direito a mídia global diária.
Em troca disto, o Brasil se contenta com receber alguns míseros trocados, elogios e algumas verbinhas para manter a "maquina" funcionando. Maior parte deles transformados em salários, estudos, projetos, consultorias e assessorias..e publicidade e pirotecnia...e fiscalização com punição ao setor protudivo como um todo, especialmente ao agronegócio.

b) a questão principal que deveria ser levada em conta são os efeitos econômicos e, principalmente sociais, da nossa renúncia ao desenvolvimento.
Pode um país vender o direito ao desenvolvimento e aspiração do povo por uma vida digna e justa?
O que será de nós daqui a 10,20,50 anos? qual o preço que nós e as futuras gerações pagaremos pela renuncia ao desenvolvimento, a uma qualidade de vida digna e justa? já temos muita miséria, probreza, falta de saúde, falta de saneamento, falta de empregos, falta de educaçao ....que somente são obtidos mediante educação com crescimento econômico. Continuar com bolsa familia não é solução de longo prazo! e Lula e sua equipe nao possuem mandato dos cidadãos brasileiros atuais e futuros para negociar a renuncia ao desenvolvimento.
Quanto custa vender a esperança de desenvolvimento? a renuncia a uma vida digna e justa para as próximas gerações?
Se os ricos, por serem desenvolvidos podem mandar...por que temos de aceitar que isto seja aplicado tambem utilizando-se a ideologia do ambientalismo? Se é bom para eles..os ricos, os dominadores...com certeza nao é bom para o pobre, dominado. Esta a questão central, nao o quanto de dinheiro devemos receber.
Dignidade de vida e direito ao crescimento nao se negocia!!
Neste ponto os Chineses estão certos ! eles nao negociam isso !
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 19 dezembro 2009 às 8:17
Por Reuters, reuters.com, Última atualização: 18/12/2009 19:15SAIBA MAIS-O que foi dito na cúpula do clima de Copenhague
(Reuters) - A seguir, declarações importantes de chefes de Estado e de governo que participaram da cúpula climática de Copenhague, onde mais de 120 líderes mundiais buscavam um acordo sobre a redução das emissões de gases-estufa e sobre a criação de um fundo climático para países pobres.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, BRASIL

"Confesso a todos vocês que estou um pouco frustrado (...) Se for necessário fazer um sacrifício a mais, o Brasil está disposto a colocar dinheiro para ajudar outros países".

"O Brasil não veio barganhar, nossas metas não precisam de dinheiro externo, nós iremos fazer com nossos recursos".

"Eu adoraria sair daqui com o documento mais perfeito do mundo assinado. Mas se nós não tivemos condição de fazer até agora... eu não sei se algum anjo ou algum sábio descerá nesse plenário e irá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora".

BARACK OBAMA, EUA

"Estou confiante de que os EUA irão cumprir os compromissos que assumimos: reduzir nossas emissões na faixa de 17 por cento até 2020 (em comparação aos níveis de 2005), e em mais de 80 por cento até 2050, conforme a legislação final".

"Os EUA vão continuar nesta rota de ação, não importa o que aconteça em Copenhague".

"Isto não é ficção, é ciência. Sem limites, a mudança climática apresentará riscos inaceitáveis para a nossa segurança, as nossas economias e o nosso planeta".

"Em suma: podemos adotar este acordo, dar um passo substancial adiante e continuar a refiná-lo e a ampliá-lo com base em seu fundamento".

MANMOHAN SINGH, ÍNDIA

"Cada um de nós admite que os mais afetados pela mudança climática são os menos responsáveis por ela. Qualquer coisa que surgir das nossas negociações deve atender a esta flagrante injustiça; injustiça para com países da África, injustiça para com os países menos desenvolvidos, e injustiça para com os pequenos Estados insulares, cuja própria sobrevivência como nações viáveis está ameaçada".

WEN JIABAO, CHINA

"Vamos honrar nossa palavra a respeito de uma ação real. Qualquer que seja o resultado que esta conferência produzir, estaremos plenamente comprometidos em alcançar e até superar essa meta".

YUKIO HATOYAMA, JAPÃO

"Se não conseguirmos (um acordo), não teremos cumprido nossas responsabilidades como líderes mundiais, o que é uma desgraça para o mundo".

"A questão agora é uma discrepância aparentemente insuperável entre a China, por um lado, e a União Europeia, os Estados Unidos e o Japão por outro".

GORDON BROWN, GRÃ-BRETANHA

"(Há) grandes questões, mas as diferenças não são fundamentais. Podem, na minha opinião, ser resolvidas, mas isso exige algum esforço por parte de todas as pessoas".

"Acredito que, se não conseguirmos chegar a um acordo, seria correto de mim e dos outros apresentarmos algumas propostas sobre como podemos avançar, mas esta não é a hora certa para tal".

MAHMOUD AHMADINEJAD, IRÃ

"Achamos que o meio ambiente é a maior bênção de Deus aos seres humanos (...). Se alguém corta uma árvore sem razão, é como se cortasse a asa de um anjo. Se alguém polui o meio ambiente, comete um pecado".

NICOLAS SARKOZY, FRANÇA

"O que está bloqueando isso? Um país como a China, que tem problemas em aceitar a ideia de um órgão de monitoramento (dos cortes de emissões)".

"A Índia tem problemas em aceitar a limitação das suas emissões de carbono (...), e então há posições grotescas de um país como o Sudão".

"A Europa está completamente unida. Uma grande parte da África concorda plenamente conosco, os Estados Unidos estão muito próximos da nossa posição".
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 19 dezembro 2009 às 8:07
Por BBC, BBC Brasil, Última atualização: 19/12/2009 6:40Copenhague: Países pobres se recusam a endossar 'acordo'



"As discussões foram até a madrugada"
Horas depois do anúncio de um acordo em Copenhague feito na televisão pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diversos países em desenvolvimento afirmaram, de madrugada, na plenária da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática, que não vão endossar o documento.

Isso quer dizer que o documento acertado entre Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul no início da noite de sexta-feira não deve ser reconhecido como resultado da 15ª conferência da ONU sobre o clima.

Tuvalu foi a primeira delegação a pedir a palavra, pouco depois de o presidente da reunião, o primeiro-ministro dinarquês, Lars Loekke Rasmussen, ter suspendido a plenária por uma hora, "para apreciação do texto".

"Em termos bíblicos, parece que estão nos oferecendo 30 peças de prata para trair o nosso povo. Nosso futuro não está à venda. Lamento informá-lo de que Tuvalu não pode aceitar este documento", disse o representante do pequeno país insular.

Irritação

Em seguida, discursaram representantes da Venezuela, Bolívia, Cuba, Costa Rica e Nicarágua - todos criticando duramente o processo que levou à criação do acordo anunciado por Obama e afirmando que não pretendem aceitá-lo.

O clima de irritação ficou ainda mais evidente quando o representante dos Estados Unidos, Jonathan Pershing, pediu a palavra.

Ele se preparava para falar quando representantes da Nicarágua, de pé e com as mãos abanando, o interromperam, exigindo a atenção de Rasmussen.

Depois de quase cinco minutos de indecisão e trocas de explicações, a Nicarágua acabou discursando, antes do representante americano.

O país centro-americano apresentou documentos da convenção do clima da ONU e pediu a suspensão da reunião e a reconvocação dela em junho de 2010.

Por volta das 4h de sábado (1h, em Brasília), o presidente da conferência a suspendeu "por alguns minutos".

Consenso

O protocolo das Nações Unidas aceita apenas decisões por unanimidade, de forma que o anúncio de apenas um país já seria suficiente para inviabilizar um acordo em Copenhague.

Pouco antes da retomada dos trabalhos na plenária, o presidente da Comissão Europeia, Manuel Durão Barroso, também se disse frustrado com o documento anunciado como acordo de Copenhague.

"Este acordo é melhor do que nenhum acordo. Tem coisas boas e coisas não tão boas", sintetizou Durão Barroso.

Uma reunião de mais de duas horas selou a posição conjunta entre americanos e os chamados países BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China), defendendo ações para limitar o aumento da temperatura a 2ºC, sem no entanto, prever metas para países desenvolvidos.

"O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV ("mensurável, reportável e verificável", no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento", afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lula teve um papel de "protagonismo".

A operação de "resgate", no entanto, acabou revoltando representantes de diversas delegações do bloco dos países em desenvolvimento, o G77.

"Os eventos de hoje representam o pior acontecimento na história das negociações sobre mudança do clima. O Sudão não vai assinar esse acordo", afirmou o embaixador Lumumba Di-Aping, negociador-chefe sudanês, um dos primeiros a manifestar a insatisfação com o documento publicamente.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 19 dezembro 2009 às 8:02
Reuters, reuters.com, Atualizado: 18/12/2009 22:14EUA e emergentes selam acordo em Copenhague



REUTERS
Por Peter Harrison e Jeff Mason

COPENHAGUE (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a um acordo climático com os líderes dos principais países emergentes, rompendo um impasse nas negociações da ONU, mas disse que o mundo ainda tem "muito a percorrer" na luta contra o aquecimento global.

Todos os lados admitiram o acordo, que ficou muito aquém das ambições da conferência. Obama disse, no entanto, que era um ponto de partida para um esforço internacional coordenado para evitar os efeitos catastróficos da mudança climática.

"Este progresso não foi fácil e sabemos que apenas este progresso não é suficiente ... Percorremos um longo caminho, mas ainda temos muito a percorrer", disse Obama depois de uma reunião com os primeiros-ministros da China, Wen Jiabao, e da Índia, Manmohan Singh, e com os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

O acordo ainda precisa ter a aprovação formal dos 193 países participantes da conferência. "Se isso acontecer em algumas horas, então, considero um sucesso modesto", afirmou o secretário-executivo da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Clima, Yvo de Boer. "Poderíamos ter conquistado mais".

Ao longo do dia, os negociadores sofreram para buscar termos aceitáveis para todos os países no sentido de obter um novo tratado global para combater os efeitos mais perigosos da mudança climática, como secas, inundações, elevação do nível dos mares e extinção de espécies.

As tensões entre China e Estados Unidos, os dois maiores emissores globais de gases-estufa, foram notavelmente agudas desde que Obama --num recado dirigido aos chineses-- declarou que qualquer acordo para a redução das emissões se resumiria a "palavras vazias sobre uma página" se não fossem transparentes e tratadas com responsabilidade.

Sob o acordo desta sexta-feira, Obama disse que cada país deve definir "compromissos concretos", que passariam, então, a ser submetidos a um "processo internacional de consulta e análise".

De acordo com uma autoridade dos Estados Unidos, as nações ricas e pobres concordaram com um "mecanismo de financiamento" com reduções de emissões de modo a manter o aquecimento global médio em 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e em "fornecer informações sobre a implementação das suas ações".

"Nós vamos ter que aproveitar o impulso que conquistamos em Copenhague para garantir que a ação internacional para reduzir significativamente as emissões seja sustentada e suficiente ao longo do tempo", disse Obama.

TEXTO NÃO SUFICIENTE

Um esboço discutido nesta sexta-feira incluía 100 bilhões de dólares anuais em ajuda climática aos países pobres até 2020, e metas para limitar o aquecimento e reduzir à metade as emissões globais de gases-estufa até 2050.

Mas ele abandonava as ambições prévias de que um eventual acordo de Copenhague fosse transformado no ano que vem em um texto juridicamente vinculante.

"Hoje, seguindo uma reunião multilateral entre o presidente Obama, o premiê Wen, o primeiro-ministro Singh e o presidente Zuma, um acordo significativo foi alcançado", disse a fonte dos EUA.

"Não é suficiente para combater a ameaça da mudança climática, mas é um importante primeiro passo", afirmou a autoridade dos EUA. "Nenhum país está inteiramente satisfeito com cada elemento, mas é um passo adiante, significativo e histórico, e um fundamento a partir do qual fazer mais progressos".

Antes, o ministro indiano do Meio Ambiente, Jairam Ramesh, disse à Reuters que a conferência, que começou em 7 de dezembro, estava "perto de ver um resultado juridicamente não vinculante de Copenhague após 36 horas de negociações extenuantes, intensivas".

A União Europeia pressionava por um acordo forte para a limitação do aquecimento global a 2 graus Celsius, e que incluísse rígidas restrições das emissões de carbono por parte de outros países industrializados, especialmente os Estados Unidos.

Cientistas dizem que o aquecimento de 2 graus Celsius é o limite para que sejam evitados os piores efeitos do aquecimento global.

"Diante de onde começamos e das expectativas para esta conferência, qualquer coisa aquém de um resultado concertado e juridicamente vinculante fica abaixo da nota", disse John Ashe, que presidiu as negociações do Protocolo de Kyoto, o tratado climático atualmente em vigor.

(Reportagem adicional de Alister Doyle, Gerard Wynn, Anna Ringstrom, John Acher, Anna Ringstrom, Richard Cowan, David Fogarty, Emma Graham-Harrison e Alister Bull)
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 19 dezembro 2009 às 7:57
DESDOBRAMENTOS E OS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS SOBRE A CONFERÊNCIA DO CLIMA:
------------------------------------------------------------
---------- Forwarded message ----------
From: Ricken Patel - Avaaz.org
Date: 18/12/2009 13:46
Subject: Lula Salve Copenhague - a pressão está funcionando!
To: "paulo.kusiak@gmail.com"


Caros amigos,

Incrível. Ontem a imprensa estava dizendo que Copenhague já começou errado.

Mas 24 horas depois, com milhões de assinaturas na petição, centenas de milhares de telefonemas e apelos massivos de todo o planeta, temos a chance de conseguir um acordo!

A pressão está funcionando - governantes estão freneticamente fazendo em horas o que eles falharam em fazer por anos, mas ainda estão divididos sobre o pacto que deverá impedir o aquecimento catastrófico de 2 graus. Especialistas dizem que o Presidente Lula é uma das melhores promessas de fechar a brecha e unir os líderes do norte e sul -- porém, ele terá que começar com compromissos audaciosos por parte do Brasil. Clique abaixo para assinar esta petição de emergência para o Lula Salvar Copenhague, depois encaminhe este alerta para todo mundo!

http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague

A petição se tornou o centro de uma revolta global contra o fracasso de Copenhague. Os nomes da petição estão sento lidos por jovens que tomaram os espaços da conferência e em prédios de governos ao redor do mundo, incluindo o Departamento de Estado dos EUA e o escritório do Primeiro Ministro do Canadá.

O mais impressionante é que os próprios governantes estão apelando para as pessoas agirem. O Primeiro Ministro do Reino Unido Gordon Brown fez um apelo para 3000 membros da Avaaz em uma conferência por telefone na quarta-feira, pedindo uma campanha histórica pela Internet de 48 horas de cidadãos ao redor do mundo. Ele disse que o nosso impact é fundamental. O Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu fez um apelo em uma das 3000 vigílias organizadas pelo nosso movimento proclamando “Marchamos na África do Sul e o apartheid caiu, marchamos em Berlim e o muro caiu, marchamos em Copenhague e VAMOS conseguir um acordo pra valer”.

A história está sendo escrita em Copenhague, mas não pelos governantes e sim por nós, milhões de pessoas ao redor do mundo que estão engagados diretamente, minuto a minuto, como nunca antes, na luta para salvar o planeta. A pressão está funcionando, vamos dar tudo de nós.

http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague

Com esperança e determinação,

Ricken, Alice, Ben, Paul, Luis, Iain, Veronique, Graziela, Pascal, Paula, Benjamin, Raj, Raluca, Taren, David, Josh e toda a equipe Avaaz
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 17 dezembro 2009 às 18:34
Eloy,

Seu comentário abrangente e categórico é táo importante e extraordinário que me obrigo aqui a tirar o chapéu! Agradeço, de coração, tê-lo feito chegar ao meu conhecimento.... É muito verdadeiro e coerente! Parabéns!!!

Um grande abraço,
Comentário de ELOY FENKER em 17 dezembro 2009 às 18:11
Eu tenho impressão de que:
a) a teoria do aquecimento e dos limites ao crescimento serve aos propósitos dos países ricos para impedir o desenvolvimento dos países emergentes.
b) estao sendo questionados os fundamentos do aquecimento global, como temos visto.
c) os países ricos não vão colocar seu dinheiro para a causa ambiental que foi por eles propalada, mesmo porque, ao que tudo indica, eles nao acreditam que isto esteja realmente ocorrendo.
d) os ricos querem, ao contrário, tomar mais recursos dos emergentes para o fundo e com isto gastar em divulgação de seus planos. Querem tambem ganhar mais lucros, emprestando dinheiro aos emergentes para que com este dinheiro os emergentes comprem "assessorias, consultorias" e máquinas e equipamentos dos países industrializados e ricos. Ou seja, estão criando um mercado economico para suas economias.
e) os paises ricos nao estao preocupados com a fome e miséria no mundo. Milhões morrem de fome, sem saúde, sem habitação, sem cultura, vivendo em condições desumanas. E alguem se importa com isso? algum recurso está sendo destinado para salvar a humanidade da miséria, criar condições de vida digna e justa, dar educaçao, especialmente educaçao ambiental? Não..porque isto não gera lucros, nao move as economias dos ricos..e nao é interesse deles criarem e financiarem Ongs para esta finalidade altrúísta, fraterna e solidária.
O Brasil tem feito exatamente o jogo que os países ricos querem: congelou a nossa economia, transformamos já 73% de nosso território em área de proteção ambiental e áreas indígenas , reserva legal e app (dados da embrapa) e com isto estamos renunciando ao desenvolvimento, à produção de alimentos, à criação de infraestrutra.
Os recursos da ONU e do Fundo para o Aquecimento Global será todo ele gasto em publicidade, pirotecnia, estudos técnicos..e nada aplicado no meio ambiente..da mesma forma que a "doação" de US$5 bilhões que Lula prometeu para seus "hermanos socialistas da América Latina ajudarem na Amazonia...(se nem para nós temos estes recursos .e se fossem aplicados aqui no Brasil seriam fiscalizados).
Enfim..a luta pelo Meio Ambiente é uma luta solitária..de cada cidadão individual..pois nao podemos confiar nos Governos, Governantes e em seus súditos e financiados.
SE cada um plantar uma árvore, são 180 milhões por ano só aqui no Brasil. Mas gastamos bilhões na área ambiental e nao plantamos uma unica!
A poluição é nas cidades, e nao nas florestas ou nos campos. E o que fazemos para reduzir a poluição, seneamento, etc..das cidades?
Comentário de VALDIR FENTES FIRMINO em 17 dezembro 2009 às 17:58
Os especialistas concordam que sem a pressão da opinião pública global por um acordo forte, o encontro não conseguirá impedir o aquecimento global catastrófico de 2 graus.

Clique abaixo para assinar a petição por um Acordo pra Valer - a campanha já conta com um número surpreendente de 11 milhões de apoiadores - vamos transformá-la na maior petição da história nas próximas 72 horas! Os nomes serão lidos diretamente na Conferência de Copenhague - assine no link abaixo e envie este alerta para todos os seus contatos!

http://www.avaaz.org/po/save_copenhagen

A equipe da Avaaz está se reunindo diariamente com os negociadores em Copenhague e iremos providenciar uma entrega espetacular da petição aos líderes a medida que eles forem chegando. Os nomes serão colocados em um muro gigante de caixas e serão lidos um a um. Com a maior petição da história, os chefes de estado não terão dúvida de que o mundo inteiro está atento ao que está acontecendo.

Milhões de pessoas assistiram pela televisão a vigília da Avaaz dentro do encontro, onde o Arcebispo Desmond Tutu disse a centenas de delegados e crianças reunidas:
"Marchamos em Berlim e o muro caiu.
"Marchamos pela África do Sul e o apartheid caiu.
"Marchamos em Copenhague - e vamos conseguir um Acordo pra Valer."
Copenhague busca o maior mandato da história para deter a maior ameaça que a humanidade já enfrentou. A história será escrita nos próximos dias. Como nossos filhos vão se lembrar deste momento? Vamos lhes dizer que fizemos tudo o que podíamos .

http://www.avaaz.org/po/save_copenhagen

Com esperança,

Ricken, Alice, Ben, Paul, Luis, Iain, Veronique, Graziela, Pascal, Paula, Benjamin, Raj, Raluca, Taren, David, Josh e toda a equipe Avaaz.

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Comentário de cris em 14 dezembro 2009 às 9:37
Afinal de que tipo de acordo o Mundo precisa? De todos os tipos os mais simples e até os mais difíceis de se realizar,pois temos que lembra com uma outra pergunta até Quando a Terra vai aguentar está demora pode sair mais cara do que gente possa imaginar.Está forma dos paises ricos paguem por poluírem mais com certeza é um ótimo incentivo muito bom podendo reduzir sim as mudanças climáticas.Acredito também seria uma forma boa para aqueles países como o nosso pagar este incentivo por deixarem matar a maior floresta no mundo,a nossa Amazônia,Gente nós temos a obrigação de alguma forma também de cobramos dos nossos governantes? Eles sim tem que receber muitas pressões para garantir o cargo onde recebe muito bem por muito pouco fazem para o bem-estar de suas populações que pagam muitos imposto e que infelizmente votam muito mal.Com certeza está Conferência na Dinamarca com os termometros marcando 3oC a 4oC,onde os sistemas de aquecimento centrais ficam ligados o dia todo não faz nenhum sentido "MESMO" acho incompreensível, num país tropical seria muito mais agradavel e até teriamos resultados mais rapídos.Beijos,Cris.
 

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